segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dubai vai pagar dívida milionária de gigante imobiliária
Na abertura, a Bolsa de Dubai reagiu com euforia e registrava alta de 10,10% após o anúncio.
"O governo de Abu Dabi aceitou financiar com o valor de US$ 10 bilhões o fundo de ajuda financeira de Dubai, quantia que será utilizada para cobrir uma série de obrigações do Dubai World", afirma um comunicado oficial, em referência ao conglomerado público que passa por dificuldades econômicas.
"Por consequência, o governo de Dubai autorizou a utilização de US$ 4,1 bilhões para pagar as obrigações islâmicas (sukuk) que vencem hoje" (segunda-feira), completa a nota.
A Dubai World anunciou em 30 de novembro que pensava em reestruturar algumas de suas 10 empresas e renegociar com os credores a dívida de US$ 26 bilhões, incluindo a que a Nakheel vai pagar nesta segunda-feira.
Os US$ 5,9 bilhões restantes da ajuda de Abu Dhabi pagarão os juros e operações de funcionamento do Dubai World até 30 de abril de 2010, desde que o grupo tenha êxito nas negociações de um moratória da dívida.
Em 25 de novembro, as autoridades de Dubai anunciaram que pediriam uma moratória de pelo menos seis meses sobre a dívida da Dubai World, o que provocou pânico nos mercados financeiros ao redor do mundo, que temem a solvência do conglomerado, com dívida total de US$ 59 bilhões.
Fonte: IG - Economia.
Clique no título para ir para o site do IG
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Governo vai cobrar 1,5% de IOF sobre emissões de ações brasileiras no exterior
Nesse tipo de operação, são emitidos recibos de ações das empresas, as chamadas DRs (Depositary Receipts) em Bolsas como a de Nova York.
Matéria completa em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u654308.shtml
sábado, 7 de novembro de 2009
U.S. to Sell $81 Billion in Long-Term Debt Next Week
Lá vem bomba, dias 09,10 e 12 - dia 11 é feriado por lá (Veterans Day)
Sexta-feira podemos ter boas entradas... vamos ver...
Cliquem no tópico para ir para a notícia, ou no link abaixo:
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aH2FinPy5KCA&pos=4
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Sub-prime volta a ameaçar mercados
Fonte: ADVFN
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Mais dois artigos
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Roubini, o "dr. Apocalipse", alerta para otimismo exagerado nas Bolsas
O economista Nouriel Roubini, que tem recebido crédito por prever a atual crise global econômica, alertou em uma entrevista à BBC que o mundo pode estar "plantando as sementes da próxima crise".
Na opinião do professor da New York University, existe uma "disparidade crescente" entre o otimismo dos mercados financeiros, que se valorizam a passos largos, e a debilidade da economia real, que se refaz mais gradualmente.
Para ele, a alta não está se dando pela melhora nos fundamentos econômicos da economia global, mas "também devido à barreira de liquidez criada com dinheiro fácil (dos pacotes econômicos) que tem escolhido investir em ativos financeiros".
"Estou preocupado que já estejamos plantando as sementes da próxima crise", alertou.
Nos últimos seis meses, o principal indicador da Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, subiu cerca de 45%, em linha com indicadores financeiros ao redor do mundo.
Entretanto, como sinal de que a economia real permanece frágil, o economista lembrou a opinião, externada por muitos analistas, de que a crise que derrubou os preços no mercado imobiliário residencial está agora se alastrando também pelo segmento comercial.
"Eu vejo uma economia na qual consumidores chegaram ao limite de seus gastos, afundados em dívidas, precisam reduzir as despesas e poupar mais", afirmou.
"Em algum ponto no futuro pode haver uma correção. Essa correção está sendo adiada pela barreira de liquidez que tem escolhido investir em ativos financeiros, mas existe uma lacuna entre o que são os preços dos ativos e a economia real. A economia real ainda me parece muito débil."
Reformas
Mas o mundo pode evitar uma nova catástrofe se enfrentar as reformas do sistema financeiro propostas pelo G20, acredita o economista.
Para ele, isto colocaria a trajetória de recuperação econômica "na direção correta de alcançar mais estabilidade financeira: mais liquidez, mais capital, melhor capital, menos alavancagem, lidando com instituições muito grandes para falir, supervisão e regulação global, compensação de bancos".
"A crise não acabou, ainda há muitos danos no sistema financeiro, precisamos realizar essas reformas. Se não realizarmos estas reformas, estamos plantando as sementes da próxima crise", disse.
Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2009/10/09/ult2283u2087.jhtm
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'Dr. Apocalipse' diz que é preciso achar saída para retirar estímulos econômicos
Em artigo publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta terça-feira, o economista Nouriel Roubini, conhecido como "Dr. Apocalipse" por ter previsto a atual crise mundial, diz que o mundo precisa encontrar uma forma de reverter os estímulos econômicos que foram praticados durante a crise.
Isso porque, segundo ele, a combinação de política fiscal e política monetária muito frouxas podem, em algum momento, resultar em crise fiscal e inflação descontroladas, além de uma nova e perigosa bolha de crédito e ativos.
"Assim, a principal questão emergente para as autoridades é decidir quando reduzir a liquidez excessiva e normalizar as taxas de juros e quando elevar impostos e reduzir gastos do governo (e em que combinação)", sugere.
Roubini afirma que é consenso que o apoio financeiro dado pelos governos e bancos centrais impediu que a recessão atual se transformasse na Segunda Grande Depressão.
Mas, desenvolver a estratégia de saída dessa situação é crucial até porque, segundo ele, qualquer movimento errado poderá acarretar em uma ameaça de recessão dupla (caracterizada por uma segunda recessão após uma ligeira melhora da economia) e adiar planos das autoridades.
Fonte: Folha de S. Paulo
Notícias do blog da Miriam Leitão.
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Mercado vive euforia, mas devemos colocar barbas de molho
O mercado financeiro teve ontem um dia de euforia, com alta na Bovespa e em outras Bolsas pelo mundo. Existem, no entanto, razões pontuais para essa euforia. Isso significa que a crise acabou? Eu acho que não.
Os bancos ainda não limparam os ativos podres que tinham em carteira e não houve nova regulamentação do setor financeiro para evitar no futuro a repetição do erro que levou à crise. Obama não conseguiu aprovar as novas regras, a Europa também não avançou na questão da regulação.
Outro sinal de que a crise não acabou: a economia americana ainda está em um patamar muito menor que estava antes da crise. Não é mais a locomotiva que foi no passado. E existe ainda o risco de bolha na China. É bom colocar as barbas de molho.
Os mercados comemoram porque aquele primeiro cenário de uma grande crise, como de 1929, não se concretizou. Esse risco foi afastado porque os governos aumentaram muitos os gastos, o que contratou um problema para próximos anos. Vamos falar muito nos próximos anos sobre os déficits dos países.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Santander: units são precificadas em R$ 23,50 e captação soma R$ 14,1 bi
InfoMoney
SÃO PAULO - As units do Santander, objeto de oferta primária subsequente, foram precificadas em R$ 23,50, valor intermediário dada a estimativa dos coordenadores da oferta - R$ 22 a R$ 25.
Com as 600 milhões de units ofertadas - 525 milhões programadas inicialmente e 75 milhões referentes ao exercício total do lote suplementar - o banco captou R$ 14,1 bilhões, alcançando assim o posto de segunda maior captação via oferta de ações da história da BM&F Bovespa - atrás apenas da Vale, que em julho do ano passado levantou R$ 19 bilhões.
Não há, até o momento, informações referentes ao exercício do lote suplementar, que corresponde a 25 milhões de units adicionais.
Vale lembrar que as units começam a ser negociadas a partir da próxima sessão na bolsa de valores de São Paulo, com o código SANB11 e listadas no Nível 2. Ocorrerá na mesma data a estreia dos ADRs (American Depositary Receipts) na bolsa norte-americana. Cada unit é formada por 55 ações ordinárias e 50 ações preferenciais.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
BIOGRAFIA DE WARREN BUFFETT
Cliquem no título do post ou no link abaixo.
http://blogdobuffett.blogspot.com/2009/10/pequena-biografia-de-warren-buffett.html
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Boas Reportagens || Jovens largam tudo para tentar virar milionários na Bovespa
E, nesta fase pós-crise, com a Bolsa de Valores subindo, muitos estão virando "day traders". Vários até desistiram de tudo para operar. São jovens (têm menos de 25 anos), normalmente homens e com um objetivo em comum: querem ficar milionários logo.
Para ler a reportagem completa, clique no título do post, ou no link:
http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/09/24/ult5346u204.jhtm
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Taxa de juros FED e Preço de Casas EUA
Fed deve manter juros e estender compra de ativos (clique na notícia)
EUA: Preço das casas em recuperação pouco animadora (clique na notícia)
Na primeira inicia dizendo: "O Fed deverá manter a taxa básica de juros da economia americana entre 0% e 0,25% ao ano na reunião desta terça e quarta-feira." piada!
Na segunda fala: "Os preços medidos pelo Federal Housing Finance Agency subiram 0,3% em julho frente ao mês anterior. Foi a terceira alta seguida, mas nada animador." nada animador?? a coisa tá feia mesmo, olhem o gráfico da matéria.

Para ver a matéria completa basta clicar nos links acima. E vamos deixar juros 0%, deixar o povo comprar e depois passar calote, o governo tá pagando!! (tôô paaagando!)
sábado, 19 de setembro de 2009
Voltando...
Estou retornando, meio que devagar, mas estou. A partir de segunda-feira estarei fazendo análises novamente, e amanhã iniciarei a análise geral da bovespa (semanal), que como tinha comentado, será feita semanalmente aos domingos.
Gostaria de agradecer os vários e-mails que recebi estimando melhoras. Obrigado pela força pessoal!
Para não ficar em branco, gostaria de aproveitar o post e chamar a atenção para uma reportagem da "IstoéDinheiro" - A RECEITA DA ÁSIA: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/623/artigo151599-1.htm
Achei interessante esta reportagem, pois começa a mostrar uma tendência natural de alguns países exportadores (que possuem boa parcela de exportação para os E.U.A.), como o mercado lá ainda se encontra em recessão, os países exportadores estã vendo como solução "aquecer" o mercado interno.
Quando Hilary Clinton foi visitar a China no início no ano para falar em união para recuperação da crise mundial, na verdade, o que ela queria, era a não suspensão de empréstimos (que provavelmente não serão pagos) para os E.U.A., alegando que, sem estes empréstimos, os E.U.A. não teriam condições de continuar importando os produtos chineses, e caso isso ocorresse, a china iria parar, os E.U.A. iam sofrer, enfim, a coisa ia ficar feia.
Entretanto, olhando por outro ângulo, podemos notar, e foi o que achei interessante na reportagem, a China "dá" seu dinheiro para os E.U.A., para que os E.U.A. devolva esse dinheiro na compra dos produtos chineses, os chineses ficam sem produtos, e ficam com seu mesmo dinheiro, isso nos remete à escravidão.
Ou seja, em um dado momento, eles vão refletir, como já está ocorrendo em alguns lugares, e podem pensar: "Ora, posso ficar com meu dinheiro, e vender meus produtos para minha própria nação".
É aí que a coisa melhora para esses países, já para os Estados Unidos...
sábado, 12 de setembro de 2009
Boas Reportagens || Redução de jornada não gera empregos, mostram números de especialista
sábado, 29 de agosto de 2009
CRESCE O RISCO DE NOVA CONTRAÇÃO
CRESCE O RISCO DE NOVA CONTRAÇÃO
NOURIEL ROUBINI
ESPECIAL PARA O "FINANCIAL TIMES"
A ECONOMIA mundial está começando a se recuperar da pior recessão e crise financeira desde a Grande Depressão. No quarto trimestre de 2008 e nos primeiros três meses de 2009, o ritmo de contração na maioria das economias avançadas era semelhante à queda livre do PIB que os países registraram nos estágios iniciais da Depressão. No entanto, no final do ano passado, as autoridades econômicas, que até aquele momento estavam agindo tardiamente, enfim começaram a usar a maioria das armas disponíveis em seus arsenais.
Os esforços deram frutos, e a queda livre da atividade econômica se atenuou. Existem agora três questões em aberto quanto às perspectivas. Quando a recessão mundial vai acabar? Que forma tomará a recuperação econômica? Existem riscos de recaída?
Quanto à primeira questão, parece que a economia mundial chegará ao fim da queda no segundo semestre de 2009. Em muitas economias avançadas (Espanha, Estados Unidos, Itália, Reino Unido e em alguns países da zona do euro) e em alguns emergentes (principalmente na Europa), a recessão não se encerrará formalmente antes do final do ano, já que os brotos verdes da recuperação ainda estão cercados de ervas daninhas. Em algumas outras economias avançadas (Alemanha, Austrália, França e Japão) e na maioria dos mercados emergentes (China, Índia, Brasil e outras partes da Ásia e América Latina), a recuperação já começou.
Quanto à segunda questão, o debate se trava entre aqueles -a maioria do consenso econômico- que antecipam uma recuperação em forma de V, com rápida retomada de crescimento, e aqueles -como eu- segundo os quais a recuperação será em U e se manterá anêmica e abaixo da tendência por ao menos dois anos, após um par de trimestres de rápido crescimento alimentado por reposição de estoques e recuperação da produção ante os níveis quase tão desfavoráveis quanto os da Grande Depressão.
Existem diversos argumentos que apontam para uma recuperação fraca e em forma de U. O emprego continua a cair acentuadamente nos Estados Unidos e em vários mercados -em economias avançadas, o desemprego estará acima dos 10% em 2010. Isso é má notícia não só em termos de demanda e prejuízos bancários mas também em termos de capacitação profissional, um fator chave para o crescimento da produtividade em longo prazo.
Segundo, temos uma crise de solvência, e não apenas de liquidez, mas ainda não começou uma redução real no endividamento, porque os prejuízos das instituições financeiras foram socializados e transferidos aos balanços dos governos. Isso limita a capacidade de empréstimo das instituições financeiras, a capacidade de gasto dos domicílios e a capacidade de investimento das empresas.
Terceiro, nos países que operam com deficit em conta corrente, os consumidores precisam começar a cortar gastos e poupar mais, em um momento em que as pessoas endividadas enfrentam um choque de patrimônio causado pela queda nos preços das casas e dos mercados de ações e pela retração na renda e no emprego.
Quarto, o sistema financeiro -a despeito do apoio das autoridades- continua severamente danificado. A maior parte do sistema bancário paralelo desapareceu, e os bancos tradicionais estão sobrecarregados com trilhões de dólares em prejuízos inesperados com empréstimos e títulos, enquanto ainda se mantêm perigosamente subcapitalizados.
Quinto, os lucros fracos (causados por dívidas elevadas e riscos de inadimplência, crescimento baixo e persistentes pressões deflacionárias sobre as margens de ganhos empresariais) restringirão a disposição das companhias de produzir, contratar trabalhadores e investir.
Sexto, o endividamento do setor público por meio do acúmulo de pesados deficits fiscais ameaça dificultar a recuperação nos gastos do setor privado. Os efeitos das políticas de estímulo, além disso, se dissiparão no começo do ano que vem, o que vai requerer maior demanda privada para sustentar o crescimento.
Sétimo, a redução nos desequilíbrios mundiais implica em que os deficits em conta corrente de economias perdulárias, como a dos EUA, vão reduzir os superávits das economias que poupam em excesso (Japão, Alemanha, China e outros emergentes). Mas, caso a demanda interna não se expanda rapidamente o bastante nos países superavitários, resultará em recuperação mais lenta do mundo.
Recessão em forma de W
Também existem duas razões para que exista risco ascendente de uma recessão de duplo mergulho, em forma de W. Para começar, existem riscos associados às estratégias de saída para o grande relaxamento da política monetária e de estímulo fiscal: as autoridades serão criticadas por agir e também por não agir. Caso decidam levar a sério os grandes deficits fiscais e decretem aumento de impostos, corte de gastos e redução da liquidez excessiva, poderão solapar a recuperação e levar a economia a uma estagdeflação (recessão e deflação).
Mas, caso mantenham grandes deficits orçamentários, os ativistas dos mercados de títulos públicos punirão as autoridades econômicas. As pressões inflacionárias subirão, os rendimentos dos títulos públicos de longo prazo terão de subir e as taxas de empréstimo dispararão, gerando estagflação.
Outro motivo para temer uma recessão de duplo mergulho é que os preços de petróleo, energia e alimentos agora estão subindo mais rápido do que os fundamentos econômicos justificam e podem ser propelidos a alta ainda maior pela liquidez excessiva em busca de ativos e pela demanda especulativa.
No ano passado, o petróleo a US$ 145 por barril marcou um ponto de inflexão para a economia mundial, ao criar termos negativos de comércio internacional e um choque na renda disponível para as economias importadoras da commodity. A economia mundial não suportaria outro choque contrativo caso especulação semelhante conduza o preço do petróleo a um rápido retorno para a marca dos US$ 100.
Em resumo, a recuperação deve ser anêmica e abaixo da tendência nas economias avançadas e existe forte risco de uma recessão de duplo mergulho.
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O autor é professor de Economia na Escola Stein de Administração de Empresas na Universidade de Nova York.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
domingo, 2 de agosto de 2009
Boas Reportagens || Supermáquinas inflam lucros em Wall Street
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Transações de alta frequência, em que computadores emitem milhões de ordens em milissegundos, geram polêmica nos EUA
Opositores do sistema, usado por grandes bancos, afirmam que ele permite manipular sutilmente os preços das ações no pregão
CHARLES DUHIGG DO "NEW YORK TIMES"
É a novidade quente de Wall Street, um método que permite que alguns operadores adquiram informações sobre o funcionamento dos mercados de ações, observem as ordens dos investidores e, na opinião de alguns críticos, até mesmo manipulem sutilmente as ações.
O método é conhecido como transações de alta frequência e repentinamente se transformou em uma das mais comentadas forças dos mercados.
Poderosos computadores permitem que os operadores de alta frequência transmitam milhões de ordens em velocidade relâmpago e, na opinião dos detratores do método, que faturem bilhões à custa dos demais participantes.
Os sistemas são tão rápidos que podem superar em velocidade ou esperteza as ações dos demais investidores, humanos ou computadorizados. E, depois de anos em desenvolvimento nas sombras, agora estão subitamente despertando muito debate.
Quase todo mundo em Wall Street gostaria de saber de que maneira os fundos de hedge e grandes bancos como o Goldman Sachs estão conseguindo ganhar tanto dinheiro logo depois de um quase colapso do sistema financeiro.
As transações de alta frequência são uma das respostas.E, quando um antigo programador do Goldman Sachs foi acusado neste mês de roubar códigos secretos de computação -um software que, de acordo com um promotor público federal, poderia "manipular mercados de maneira desleal"-, o mistério só se adensou.
O Goldman admite que lucra com transações de alta frequência, mas contesta que isso seja uma vantagem desleal.No entanto, os especialistas em transações de alta frequência estão claramente obtendo vantagem sobre os operadores típicos, quanto mais sobre os investidores comuns.
A Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que fiscaliza e regulamenta o mercado de valores mobiliários nos EUA) afirma que está estudando certos aspectos dessa estratégia."É com isso que todo o dinheiro está sendo ganho", diz William Donaldson, antigo presidente-executivo e do conselho da Bolsa de Nova York e hoje assessor de um grande fundo de hedge. "Se um investidor individual não dispõe de recursos para acompanhar, fica em séria desvantagem."À medida que surgiram novos mercados, os computadores comuns se provaram incapazes de concorrer com as poderosas máquinas de Wall Street. Sofisticados algoritmos executam milhões de ordens por segundo e acompanham dezenas de mercados simultaneamente.
Eles conseguem perceber tendências antes que os demais investidores pisquem, em milissegundos. Os operadores de alta frequência também se beneficiam da concorrência entre as diferentes Bolsas, que pagam pequenas comissões, muitas vezes auferidas pelos operadores maiores e mais ativos, tipicamente um quarto de centavo de dólar por ação para quem chegar primeiro.
Esses pequenos pagamentos, distribuídos entre milhões de ações, ajudam os investidores de alta velocidade a lucrar só ao movimentar volume enorme de ações."A disputa se tornou uma corrida armamentista de tecnologia, e o que distingue vencedores de perdedores é a velocidade de seu movimento", disse Joseph Mecane, da NYSE Euronext, a empresa que gere a Bolsa de Nova York.O aumento no número de transações de alta frequência explica por que houve uma explosão de atividade nas Bolsas dos EUA.
O volume diário médio aumentou 164% desde 2005, de acordo com dados da Bolsa de Nova York. Ainda que números precisos sejam difíceis de obter, as Bolsas afirmam que alguns poucos operadores de alta frequência respondem por mais de metade das transações, no momento.
Caso Broadcom
Para compreender esse mundo de alta velocidade, considere o que aconteceu quando operadores de baixa velocidade enfrentaram os robôs de alta frequência, alguns dias atrás. Aconteceu em 15 de julho, depois que a Intel, a gigante dos microchips, reportou lucros robustos, na noite anterior. Alguns investidores, percebendo uma oportunidade, decidiram comprar ações da Broadcom, outra fabricante de chips. (As atividades deles foram descritas por um investidor que falou sob a condição de que seu nome não fosse revelado.) Os operadores mais lentos estavam diante de um dilema: se tentassem comprar grande número de ações de imediato, corriam o risco de provocar alta no preço da Broadcom.
Assim, como é comum em Wall Street, dividiram suas ordens em dezenas de pequenos lotes, na esperança de ocultar seus traços. Um segundo depois que o mercado abriu, as ações da Broadcom começaram a trocar de mãos a US$ 26,20.Os operadores mais lentos passaram a emitir suas ordens de compra.
Mas, em lugar de serem mostradas a todos os potenciais vendedores ao mesmo tempo, algumas dessas ordens provavelmente foram encaminhadas a um grupo de operadores de alta frequência por apenas 30 milissegundos -um método conhecido como "ordens flash". Embora os mercados devam supostamente garantir a transparência ao exibir as ordens a todos os interessados simultaneamente, uma lacuna na regulamentação permite que mercados como a Nasdaq exibam ordens a alguns operadores antes de aos demais, em troca de um pagamento.
Em menos de meio segundo, os operadores de alta frequência chegaram a uma valiosa percepção: o apetite por papéis da Broadcom estava aumentando. Seus computadores começaram a adquirir ações da Broadcom e a revendê-las aos operadores mais lentos, por preços mais altos.
A cotação da empresa começou a subir.Programas automatizados começaram a emitir e cancelar pequenas ordens em prazo de milissegundos, a fim de determinar quanto os operadores mais lentos estavam dispostos a pagar. Os computadores de alta frequência rapidamente determinaram que o limite superior para alguns investidores era de US$ 26,40. O preço disparou para US$ 26,39, e os programas de alta frequência começaram a oferecer centenas de milhares de ações à venda.
O resultado foi que os investidores mais lentos pagaram US$ 1,4 milhão por 56 mil ações, ou US$ 7.800 a mais do que pagariam. Se multiplicarmos essa transação por milhares de diferentes ações a cada dia, os lucros serão substanciais. Os operadores de alta frequência registraram cerca de US$ 21 bilhões em lucros no ano passado, diz a Tabb Group, uma empresa de pesquisa."Estamos a caminho de um mercado em dois escalões -o dos operadores de alta frequência, que ganharão poder de arbitragem, e o dos demais. As pessoas querem garantias de que terão a oportunidade legítima de um negócio justo.
De outra forma, os mercados perdem sua integridade", conclui Andrew Brooks, diretor de operações de ações norte-americanas do T. Rowe Price, fundo mútuo que concorre com operadores de alta frequência e utiliza essas técnicas.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Boas Reportagens || RF investiga investidores por irregularidades em operações na bolsa
Por: Flávia Furlan Nunes
31/07/09 - 17h39
InfoMoney
SÃO PAULO - A Receita Federal vai investigar, a partir de segunda-feira (3), investidores pessoas físicas com indícios de irregularidades nas operações em bolsa de valores.
Nos últimos cinco anos, foram acompanhados 10.950 contribuintes que movimentaram valor aproximado de R$ 34 bilhões. Destes, 1.481 foram selecionados por apresentarem indícios concretos de omissões em operações na bolsa. Esses contribuintes movimentaram R$ 81 milhões e serão intimados.
A Receita chegou ao nome dos contribuintes ao fazer o cruzamento de seus dados com informações enviadas pelas corretoras de valores.Dívida com o FiscoOs contribuintes que quiserem regularizar a situação só poderão fazer isso antes de receberem intimação inicial da Receita.
A regularização pode ser feita por meio de retificação da declaração, quando serão cobradas eventuais diferenças de impostos, acrescidas de juros e multa de mora limitada a 20%.
Depois da intimação, o contribuinte perde a oportunidade de regularizar espontaneamente a situação fiscal e estará sujeito à cobrança dos impostos, acrescidos de juros e multa de ofício variável de 75% a 150%. Nos casos em que for comprovada fraude, os contribuintes respondem criminalmente.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Notícias || Lucro da Vale recua 81,5% no segundo trimestre, para R$ 1,466 bilhão
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da Folha Online
Atualizado às 19h04.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u602189.shtml
A mineradora Vale registrou lucro líquido de R$ 1,466 bilhão, equivalente a ganho por ação de R$ 0,28, no segundo trimestre deste ano. O montante é 81,5% menor em relação ao segundo trimestre de 2008, quando foi de R$ 7,906 bilhões.
Apesar do desempenho ruim, a mineradora aponta no relatório de resultados que o pior para o setor já passou. "O desempenho do segundo trimestre de 2009, que reflete a transição para uma fase de reação à crise financeira global que começa a dar frutos, gerando menor aversão ao risco, redução de custos, e início da recuperação na demanda e preços de minérios e metais", disse a empresa em comunicado ao mercado.
Desemprego diminui, mas cenário na indústria sugere cautelaPrevisão de alta de emprego e produção puxa confiança da indústriaGoverno tem pressa e pré-sal terá caráter de urgência no Congresso
A receita operacional foi de R$ 11,003 bilhões, com redução de 16,5% relativamente aos R$ 13,179 bilhões do primeiro trimestre. O lucro operacional, medido pelo EBIT (lucro antes de juros e impostos), foi de R$ 2,189 bilhões, 47,2% menor que o primeiro trimestre deste ano, igual a R$ 4,149 bilhões.
No balanço pelo US GAAP (padrão contábil norte-americano), o lucro da mineradora no segundo trimestre foi de US$ 790 milhões, ou 84,2% menor do que no mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita caiu 53,3%, para US$ 5,084 bilhões.
As exportações da Vale, a partir do Brasil, foram de de US$ 3,305 bilhões, e exportações líquidas (exportações menos importações) de US$ 3,120 bilhões --quedas de 15% e 13,1%, respectivamente.
As vendas externas não caíram tanto quanto o faturamento devido ao esforço de ampliar sua atuação na China, principal comprador mundial de minérios. Os chineses responderam no segundo trimestre deste ano a 37,6% da receita operacional da mineradora --mais do que o dobro do que no mesmo período do ano passado (17%).
"A implementação de novas políticas de marketing, envolvendo dentre outras coisas uma postura mais flexível com relação a precificação do minério de ferro, vendas C&F e aumento de nossa base de clientes, foi importante para esta performance", disse a Vale. "Uma característica eminente de nossa maior competitividade na China tem sido a criação de uma frota de baixo custo de frete marítimo amparada por nossa própria frota de navios capesize e contratos de afretamento de médio e longo prazo com companhias de navegação."
A produção da maioria dos principais minérios extraídos pela Vale apresentou no segundo trimestre um avanço sobre o primeiro trimestre, mas com recuo sobre o mesmo período de 2008.
Em minério de ferro, a produção no trimestre foi de 57,69 milhões de toneladas --alta de 23,1% sobre o primeiro trimestre e queda de 26,1% sobre igual intervalo do ano passado. O de pelotas, por sua vez, subiu 47,4% ante o primeiro trimestre e caiu 63,3% ante o segundo trimestre de 2008 ao bater 4,25 milhões de toneladas.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Upgrade
Amanhã bomba mesmo, pelas análises a coisa já ia ser boa, isso só vem ajudar.
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Agência Moody's coloca ratings do Brasil em revisão para possível upgradePor: Roberto
Altenhofen Pires Pereira06/07/09 - 16h50InfoMoney
SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Moody's colocou os ratings Ba1 em moeda local e estrangeira do Brasil em revisão para possível elevação na tarde desta segunda-feira (6). Caso confirmado o upgrade da nota, os títulos de dívida brasileiros serão considerados grau de investimento pelas três grandes agências de classificação de risco, haja vista que Standard & Poor's e Fitch concederam investment grade ao País no ano passado.a materia inteira está no
link http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1615853&path=/investimentos/
Isso ta causando um frenesi louco no mercado. o after já foi uma explosão!!
Adm. Edinaldo R. de Oliveira Junior
CRA/PE: 7521
edinaldo.junior@ig.com.br
sábado, 13 de junho de 2009
Boas Reportagens || Nouriel Roubini já havia previsto a profundidade da crise mundial
Assistam abaixo uma entrevista com o "Dr. Apocalipse" (não é o apocalipse do x-man não).
NOURIEL ROUBINI, ou Dr. Realista como ele gosta de ser chamado, fala sobre como previu a queda mundial nas bolsas de valores e o que espera para o futuro.
Algumas coisas valem à pena escutar, outras acho viagem na maionese.
Clique aqui para assistir.
Adm. Edinaldo R. de Oliveira Junior
CRA/PE: 7521
edinaldo.junior@ig.com.br
terça-feira, 2 de junho de 2009
Boas Reportagens || Como Operar?
Roubei, alias, quero dizer, achei um excelente texto do pessoal do blog da Arco Trading: http://arcotrading.blogspot.com
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Como Operar?
Quando chegamos em possíveis topos como o de hj, um pensamento comum acomete os pobres mortais. vamos operar comprados, vendidos ou ficar fora até que eu me sinta confortável para entrar de novo? Vamos pensar um pouco em cada uma das possibilidades:
Comprado: Para ficar comprado, com sinal de topo, eu particularmente nao gosto. vc fica sofrendo com a queda e remando contra a maré. Tem até um papel ou outro que sobe, mas a custo de boato, manipulações, etc, etc.Tem gente que vem com a famosa venda coberta.... mmm.. venda coberta .. eheh ... significa que vc ta por baixo e alguém vem e te cobre....se vc gosta, eu nao me intrometo, mas pensa bem.. o ativo principal ta perdendo as orelhas e vc tá preso nele achando que porque vendeu umas opças ta bancando o maioral e ganhando grana. Se vc não tem tempo para operar, vá lá, mas na minha opinião é que o melhor é sair da posição.Além disso, pra vc acertar qual papel vai subir em uma realização é muito dificil. Tem uns clássicos que são uma espécie de porto seguro como cmig4 e bnca3, mas o melhor mesmo é sair da posição comprada.
Vendido: Com sinalzinho de topo é batata, mas o problema é vender o que. Bâo, daí é a mesma pergunta do que comprar, mas na venda vc tem que ser ligeiro porque a coisa desaba bem rápido e pra voltar a valer a compra ( no cenario em que estamos onde a compra está mandando ), é bem rápido também.Aqui valem as travas de baixo fora do dinheiro ( aquelas que vão virar poeira cósmica ) e as vendas de blue chips. Não adianta querer vender papel que vc não encontra disponibilidade de aluguel ou que tenham baixo volume de negócios pois a chance de tomar nas orelhas é fortissima.Aqui só a irmandade conan e a ordem chuck nóia de contadores até o infinito se divertem.
Ficar de fora: Para quem não tem experiência na venda ou não tem estomago de ver tudo se desmanchando. Se vc é um desses que chora ao ver as pétalas caírem e a pobre rosa ficando pelada, melhor secar as lágrimas, refazer a maquiagem e ficar de fora dessa brincadeira de brutos. Fica olhando o grande monstro se divertir e quando ele cansar, vc entra na brincadeira de novo.
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